Sinto, logo existo
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Porque o mundo precisa de delicadeza.

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Terça-feira, Novembro 24, 2009
De novo o CD

Estou adorando brincar de gravar CD! Cada passinho é uma vitória, é bom demais! E ainda poder contar com a ajuda dos amigos... simplesmente não tem preço!

Depois das primeiras duas gravações (de Palavras, minha com o Felipe Radicetti, e de O que eu quero, minha com Léo Nogueira e Tony Pelosi), demos uma parada, por conta de obras no estúdio e outros contratempos (coisas pessoais, que fazem parte da vida de todo mundo).

Andava até rabugenta, de tanta ansiedade. Parecia uma TPM eterna. Mas “tudo passa, tudo passará”, como diria Nelson Ned. Já tenho praticamente pronta a imagem da capa. Ficou linda, por obra e graça do Tony, que tirou as fotos e ainda editou, e da Nádia Lima, minha eterna personal designer. Porque gente coisa é outra fina mesmo.

Depois de muitas conversas com o arranjador, o Thiago Silva, voltamos às gravações. O próprio Thiago tirou um dia pra gravar quatro músicas: Todo Dia (que dá nome ao CD - de Guilherme Rondon e Alexandre Lemos), Francamente (um lindo samba-canção, que será gravado em ritmo de samba-choro – de Iso Fischer e Etel Frota), Fim de Carnaval (outro samba, composto por um pernambucano e um paulista: Sonekka e Gilvandro Filho) e Barra do Rio Grande (um baião de autoria de dois paulistas: Sonekka e Zé Edu Camargo). Ele gravou os violões e cavaquinho.

Esta semana, veio o Pedro Martins, também violonista. Grande promessa, viu? Guardem esse nome! Ele gravou 660 Huntington Blues (de Zé Rodrix e Zé Edu Camargo) e Água (de Alexandre Lemos e Gilvandro Filho).

Estou adorando os resultados até agora!

Aguardem os próximos capítulos! ;)


posted by Danny Reis 19:00
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Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Carioca... da clara?



Carioca da gema, nasci no Rio por mero acaso. Essa terra é quente demais e odeio calor. Minha tolerância com o sol é mínima. Em vinte minutos minha pele "chia". Prefiro tomar banho de lua e ficar branca sabão-em-pó-dupla-ação. Fico até mais feliz com um tempinho nublado. Que me desculpe a Adriana Calcanhotto...

À praia, quase não vou. Motivos óbvios. Calor, só com muito ar condicionado, piscina e chuveiro. Haja água! Cinema também é uma boa.

Tenho horror a cerveja. Beira o nojo (pronto, falei). Nem chope desce.

Futebol? Aaaahhhh, sim, aquele esporte chato, que brasileiro acha que é o único... Que tem os jogadores mais pela-sacos e que se acham os tais. Histeria coletiva pura.

Carnaval é legal. Os desfiles, as baianas, o samba. O ronco dos tambores faz meu coração acelerar e os meus pés saírem dançando na cadência. Mas da festa passo longe. Fujo dela, de preferência na serra, onde tem menos calor e folia... e gente bêbada.

Mesmo assim, amo o Rio e quero que ele melhore. Será que até 2016 acontece? Tomara!


posted by Danny Reis 18:21
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Terça-feira, Novembro 10, 2009
"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata."

(Clarice Lispector)


posted by Danny Reis 10:46
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Quinta-feira, Outubro 29, 2009
Sem querer fui me lembrar

De quem falo, me acha direita
se casa comigo, se rola e se deita
me namora quando não devia
e quando eu queria, me deixa na mesa
de quem falo, me fala macio
e finge que entende o que nem escutou
me adora e me quer tão-somente
enquanto o que mente é o que acreditou
Esse homem que passa na rua
que encontro na festa e me vira a cabeça
é aquele que me quer só sua
e ao mesmo tempo, que eu seja mais uma
de quem falo, ele é feio e bonito
mais velho e menino, meu melhor amigo
é o homem da cor brasileira
a loucura, a besteira
que dorme comigo


(Da cor brasileira - Joyce / Ana Terra)

Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
quero a primeira estrela que vier
para enfeitar a noite do meu bem

Hoje eu quero paz de criança dormindo
quero o abandono de flores se abrindo
para enfeitar a noite do meu bem

Quero a alegria de um barco voltando
quero ternura de mãos se encontrando
para enfeitar a noite do meu bem

Hoje eu quero o amor, o amor mais profundo
eu quero toda beleza do mundo
para enfeitar a noite do meu bem

Mas como esse bem demorou a chegar
eu já nem sei se terei no olhar
toda ternura que eu quero lhe dar


(A noite do meu bem - Dolores Duran)


posted by Danny Reis 16:41
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Domingo, Outubro 25, 2009
Baseada em fatos



Os dois juram que não queriam nada além de amizade. Curtiam a companhia um do outro, mas nunca tiveram outras intenções. Pelo menos é o que afirmam.

Até o dia em que ele recebeu um convite para um show, com acompanhante. Não sabia quem chamar, nem queria ir só. Lembrou então que ela poderia gostar de assistir. Ligou e ela realmente aceitou o convite.

Era um dia quente, mas dentro do teatro o ar-condicionado a deixou morta de frio. Ele percebeu e ofereceu seu abraço. Ela a princípio estranhou, mas se deixou abraçar.

O abraço era tão envolvente que os dois passaram o restante do show assim. Eles mal sabiam, mas o amor se aproximava...


posted by Danny Reis 19:19
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Quarta-feira, Outubro 21, 2009
Hoje vi a entrevista do William Bonner à Marília Gabriela. Que homem charmoso, inteligente, atencioso... Tudo de bom. A competência no trabalho todo mundo sabe, né? Fiquei ainda mais fã do cara.

Ainda por cima, no final ele declamou um poema maravilhoso do Drummond. Eu, romântica que sou, achei a minha cara! (risos)

Quero
(Carlos Drummond de Andrade)

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.


posted by Danny Reis 02:36
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Terça-feira, Outubro 13, 2009
Mais louco é quem me diz

Como já disse aqui – e repito com louvor! -, tenho pavor do mundinho corporativo. Cada vez eu quero mais distância dele. Tudo o que aprendi trabalhando em empresas foi que eu simplesmente não nasci pra passar 8 horas por dia (no mínimo) sentada em frente a uma tela, cansando a vista, em prol do lucro de uma corporação que nada me dará em troca, a não ser ... mais trabalho. E cabelos brancos!

Em compensação, tenho uma capacidade enorme de enxergar pessoas do bem, me juntar a elas e delas não mais largar. O que levo de melhor de cada lugar em que trabalhei foi isso: ter feito amizades pra vida inteira. Assim conheci a Jana, minha amiga redatora; e a Nadia, minha amiga e personal designer (é, sou chique pra kct!), só pra citar dois belos exemplos.

Ultimamente, o que mais faço são trabalhos temporários e freelancers. Talvez eles sejam um reflexo de um medo inconsciente de criar raízes, vai saber... Mas gosto de não ter rotina. Não sei o que vou fazer no mês que vem. E isso me dá medo, mas também é bom. Dá um gosto de novidade, sempre.

É louco? Pode ser, mas desde quando sou convencional? Deus me livre ser certinha, caretinha, “normal”! Sempre preferi ser porra-louca, mesmo quando tinha medo de me assumir assim.

Tenho feito uns trabalhos de produção musical. O que, além da possibilidade de trabalhar com música (minha vida!), me traz a alegria de estar sempre conhecendo gente nova, e de vários lugares do Brasil.

Adoro! Que venham muitos outros trabalhos assim!


posted by Danny Reis 19:20
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Recebi isso por e-mail, e não sei de quem é a autoria, mas achei muito bom e pertinente!

PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL PARA ELEIÇÕES 2010

Depois do P.A.C. (PÃO, ÁGUA e CIRCO), Lula vai criar mais seis novos programas:

1 - Base de Operações Legislativas Avançadas - B.O.L.A.

2 - Programa Intensivo de Auxílio Didático ao Analfabeto - P.I.A.D.A.

3 - Programa de Revisão Orientado para o Próprio Interesse nas Nomeações em Autarquias - P.R.O.P.I.N.A.

4 - Mensuração da Eficiência Real das Decisões Administrativas - M.E.R.D.A.

5 - Serviço de Apoio aos Companheiros que Atuam Nacionalmente, Aliciando Governadores, Empresários e Magistrados - S.A.C.A.N.A.G.E.M.

6 - Fundo para Operações Destinadas aos Apadrinhados e Servidores- F.O.D.A-SE.


posted by Danny Reis 16:55
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Sou leonina e odeio sentir medo. Tenho uma juba enorme e sei rugir quando algo me incomoda. Senão, uma patadinha resolve o problema (o que, muitas vezes, acaba me trazendo mais problemas, pela culpa que sinto – maldito ascendente!).

Mas o medo me deixa sem ação. Sabe aquele leão enorme que vê um ratinho e fica em pânico? Assim sou eu com o medo. Não sei como lidar.

Mas quando o medo é de coisas concretas, como uma barata ou um rato, até vai. Uma hora passa. Nem que eu tenha que subir numa cadeira gritando de pavor. Mas e quando o medo é de coisa abstrata? Medo do que pode acontecer, por exemplo.

Tem coisa mais idiota do que medo do futuro? Mas é inconsciente, irracional... E aí? Cadê a cadeira pra eu subir?!


posted by Danny Reis 01:15
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Sexta-feira, Outubro 02, 2009
Insone

É sempre assim: se eu me sinto estranha, triste, só bem mais tarde paro pra pensar e entendo a razão. Normalmente isso acontece à noite, quando me deparo com meus próprios pensamentos, que tento evitar de dia, em meio à correria.

E aí, vem a insônia. Cadê o cansaço que estava aqui agora mesmo? Foi-se embora, pra eu poder abrigar meus medos e inseguranças. Tudo porque me sinto feliz, e sempre que a felicidade se instala em mim, traz meu medo da perda. Até minha astróloga me disse isso. E depois ainda tem gente que não acredita em astrologia...

O que eu faço, coração de manteiga que sou? Choro que nem desesperada. É que sou intensa em tudo, no riso e no choro.

Acontece que essas minhas crises só aparecem de madrugada, quando não tem ninguém pra quem desabafar. E eu só encontro um jeito: escrever, ainda que pra mim mesma.

Amanhã tudo passa.

Pode ser só uma crise de TPM, e essa (ufa!) também passa.


posted by Danny Reis 02:57
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Quarta-feira, Setembro 30, 2009
Meu CD

Algumas pessoas me perguntam como vai indo o CD. É justo, principalmente pra aqueles que compraram "na planta". Pra esses, aliás, meu muito obrigada! Enfim, o CD está indo, devagarinho. Pelo menos pra mim, está indo devagarinho. Só gravamos duas faixas, por enquanto. Mas elas foram gravadas com o maior carinho e cuidado desse mundo. A mixagem, que fica por conta do Tony, misto de namorado e produtor, está indo de vento em popa. Todo dia ele fica horas colando coisinhas aqui e ali. Disso eu pouco entendo, só sei que ele tem um cuidado virginiano (e quase artesanal) com o processo. Só sei apoiar e aplaudir tanto empenho.

Conversamos com o Thiago Silva, nosso violonista e arranjador. Fundamental, portanto. Os arranjos das músicas estão praticamente prontos, pelo menos pro show. Mas pro CD, devem ter um cuidado ainda mais especial. Devem entrar mais instrumentos, portanto lá vem novidade! Oba! Vamos contar com a ajuda, também no violão e em alguns arranjos, do Pedrinho Martins (ou seria Pereira?). Um garoto, mas quando pega no violão... Afe! Tem algo de Willians Pereira (sei pai) ali. Mas também tem um estilo próprio, um caminho diferente. Como não poderia deixar de ser. Nem vejo a hora de ter esses dois no meu CD! Dois talentos, dois caras “fofos”.

Ontem, fomos eu e Tony na casa da Nádia Lima, minha amiga e (cof-cof, desculpem, mas sou chique pra kct) personal designer. Claro que ela fará a capa do CD! É ela quem sempre faz meus flyers de shows. Adoro a sensibilidade e bom gosto dela. E ainda é atenciosa e competente ao extremo. Tô bem parada pra caramba!

Ah, sim, as duas primeiras faixas são de músicas de minha autoria. Digo, minha autoria também. Não me sinto compositora. Sou uma cantora que de vez em quando se aventura a escrever. Alguns desses escritos, por obra e graça de meus parceiros, viraram canções.

Tenho aprendido a viver com mais calma, sem tanta pressa. Aparentemente sou tranquila, mas por dentro ardo. Morro de ansiedade! Mas assim como a cantora Céu, estou indo “na bubuia” (esse é outro papo, mas depois explico direito). Levando a vida na flauta. Beeeem leve, devagar. Um dia de cada vez. O CD vai sair, no tempo dele. Como tudo o mais na vida.

* Abaixo, uma pequena amostra das fotos que fizemos pra capa. É que eu não resisto!



posted by Danny Reis 17:49
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Quarta-feira, Setembro 16, 2009


Acabo de descobrir um blog muito legal:
Mulherão. Nada de apologia à obesidade. Basta ler mais atentamente pra entender: as autoras do blog querem simplesmente resgatar a autoestima das mulheres. Sejam elas loiras, negras, morenas, baixas ou altas, gordas ou magras. Simplesmente isso!

Recomendo altamente! Parabéns principalmente à Renata Vaz, a criadora do espaço.

Mulherões do meu Brasil, acessem já!

posted by Danny Reis 18:34
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Quinta-feira, Setembro 03, 2009
O show vai acontecer sim! APAREÇAM!!!



posted by Danny Reis 21:29
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Terça-feira, Agosto 25, 2009
Todos os verbos

Cada vez gosto mais do trabalho da Zélia Duncan. Já a admirava como cantora, mas depois que ela se “descobriu” letrista e compositora, parece que seu trabalho ficou mais simples e, ao mesmo tempo, mais maduro. É bom ver um artista se desenvolver!

Ainda não ouvi o novo CD da Zélia (estou louca pra isso, e vou fazer já-já), mas li primeiro as letras e me encantei. Depois ouvi algumas músicas e... me encantei mais ainda!

Quer um exemplo de música sensível, simples e linda? “Todos os verbos”, dela com o Marcelo Jeneci, que ela interpreta em libras (linguagem de sinais). Segue o vídeo de uma apresentação dela e, logo abaixo, a letra:



Errar é útil
Sofrer é chato
Chorar é triste
Sorrir é rápido
Não ver é fácil
Trair é tátil
Olhar é móvel
Falar é mágico
Calar é tático
Desfazer é árduo
Esperar é sábio
Refazer é ótimo
Amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
Abraçar é quente
Beijar é chama
Pensar é ser humano
Fantasiar também
Nascer é dar partida
Viver é ser alguém
Saudade é despedida
Morrer um dia vem
Mas amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo


(Todos os verbos - Marcelo Jeneci / Zélia Duncan)


posted by Danny Reis 18:35
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Terça-feira, Agosto 18, 2009
Agora a foto!



posted by Danny Reis 13:18
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Tattoo

Depois de muitos anos amadurecendo a ideia, mas sem ter certeza do que fazer, fiz minha primeira tatuagem! Aos 35 anos, me dei esse presente de aniversário. Estou feliz da vida!

Depois coloco a foto aqui, mas por enquanto digo que ela tem a ver com: uma homenagem à minha mãe Graça, com felicidade e com a minha grande paixão.

Difícil? Continue tentando... :)

Aliás, recomendo o tatuador! Ele se chama Flávio Lin, é super gente boa, tranquilo, excelente profissional, estudante de Artes Plásticas. Entrem no site:
www.tribodosol.com!

posted by Danny Reis 01:34
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Sexta-feira, Agosto 14, 2009


Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer
qualquer coisa
Pode um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover

Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
pode um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão

E a gente caminhando
de mão dada
de qualquer maneira
Eu quero que esse momento
dure a vida inteira
E além da vida
Ainda de manhã
no outro dia
Se for eu e você
Se assim acontecer

(Se tudo pode acontecer - Arnaldo Antunes / Alice Ruiz / Paulo Tatit / João Bandeira)


posted by Danny Reis 21:49
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Terça-feira, Agosto 11, 2009


Só quero
o que não
o que nunca
o inviável
o impossível

Não quero
o que já
o que foi
o vencido
o plausível

Só quero
o que ainda
o que atiça
o impraticável
o incrível

Não quero
o que sim
o que sempre
o sabido
o cabível

Eu quero
o outro

(O Outro - Chacal)


posted by Danny Reis 14:31
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Segunda-feira, Agosto 10, 2009


Vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.

Aí eu paro
tiro o sapato
e danço o resto da vida.

(Rápido e rasteiro - Chacal)


posted by Danny Reis 11:29
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Terça-feira, Agosto 04, 2009
Garota MPB



Sim, sou MPB. Com o orgulho de quem curte Chico, sim, com suas Construções, Valsas Brasileiras e Choros Bandidos. Com os ouvidos de quem se derrete pelo Caetano de suas Lindezas e Luzes do Sol. De quem sabe apreciar tanto um samba quanto um choro ou um baião. De quem sabe que forró mesmo não tem eletrônica, e nem precisa de teclado. De quem gosta mesmo é de uma boa sanfona. E de um batuque!

Não, não gosto de gritos. Não à toa. Não sem umas harmonias sofisticadas. É preciso saber o que dizer, pra gritar. Se gritar ao léu, você certamente não será ouvido.

Não preciso tirar a roupa, nem posar nua ou de lingerie. Nem coçar o saco imaginário ou mostrar o seio. Mais uma vez, só tendo mesmo muito conteúdo. Sem ele, tudo fica sem sentido.

Sei apreciar um Elvis, um Queen, uns Beatles ou um Pink Floyd. Mas eles têm seus momentos.

Como tirar o valor de um Cartola? De um Pixinguinha? De um Luiz Gonzaga?

Às vezes, só mesmo uns bons acordes de violão. De preferência, acompanhados de um banquinho.

Que me desculpem os roqueiros, mas um sussurro muitas vezes me diz mais que vários berros.


posted by Danny Reis 15:52
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Sexta-feira, Julho 31, 2009
CD na planta

Você sabe o que significa vender um CD “na planta”? Quer dizer que o artista está vendendo-o sem tê-lo ainda terminado, para assim arrecadar fundos. E por que se está recorrendo cada vez mais a este método? Simples: o artista é independente e não tem nenhuma gravadora pagando. E ele quer fazer um bom trabalho para apresentar ao seu público.

O que você, que costuma “baixar” os CDs sem se importar com isso, tem a ver com essa história? Bom, você tem todo o direito de continuar “baixando” os CDs, desde que o faça com consciência. Tem muito artista abraçando a causa dos downloads de músicas, alegando que já não se deve mais esperar lucrar com a venda de CDs. Provavelmente este artista já tem um público formado, uma plateia que o acompanha aonde for, que paga (e caro) pelos ingressos de shows. Provavelmente este artista conta com o respaldo de uma gravadora (sempre ela!) ou selo.

E o artista independente, como fica? Bom, este provavelmente precisa tirar o dinheiro do seu próprio bolso. Vender um carro, fazer investimentos, bancar o seu sonho. Acreditar e ir à luta.

E é isto que estou fazendo agora. É aquela história: “eu podia estar roubando, podia estar assaltando, mas não: estou apenas pedindo a sua ajuda” (hehehehe). Não peço patrocínio, nem uma esmolinha “peloamordedeus”. Quero apenas vender uns CDzinhos dignamente. É aí que entra meu CD “na planta”. Em vez de vender um CD que ainda não sei quando ficará pronto, resolvi gravar um pequeno CD, um single, para servir como um aperitivo, um gostinho do que está por vir. Este single é um tipo de “passaporte” para você poder adquirir o CD (que ainda não está pronto, hehehe). Simples: você compra o single pelo preço do CD completo e aguarda. Eu fico com os seus dados, e assim que o CD completo estiver pronto, eu o entrego ou envio pra você.

Assim você ajuda uma artista independente a ficar dependente... mas apenas do seu público! Se quiser adquirir o CD, fale comigo!


posted by Danny Reis 12:00
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Meu amor é assim, sem nenhum pudor.
Quando aperta eu grito da janela
- ouve quem estiver passando -
ô fulano, vem depressa.
Tem urgência, medo de encanto quebrado,
é duro como osso duro.

Ideal eu tenho de amar como quem diz coisas:
quero é dormir com você, alisar seu cabelo,
espremer de suas costas as montanhas pequenininhas
de matéria branca. Por hora dou é grito e susto.
Pouca gente gosta.

(Um jeito - Adélia Prado)


posted by Danny Reis 09:55
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Sábado, Julho 18, 2009
CD Do Mundo – Denilson Santos



Meu amigo
Denilson Santos, cantor, músico e compositor maravilhoso (ouçam o MySpace dele e digam se estou exagerando!), está lançando o CD Do Mundo. O primeiro CD do cantor contou com a participação do violonista Willians Pereira, do baixista Rômulo Gomes, do percussionista Rodrigo Reis e do baterista Carlos Bala, além de Luhli, parceira da faixa Bate na Madeira, nos vocais. No repertório, composições próprias, além de regravações de Gonzaguinha, Milton Nascimento, Luizinho Lopes e João Nogueira, entre outros. Todos os arranjos são de Willians Pereira.

Abaixo, uma descrição de cada uma das faixas, pelo próprio Denilson:

1) Caminhos do Coração (Gonzaguinha) => música que apresenta a idéia do disco, quase autobiográfica: "Há muito tempo que eu saí de casa, há muito tempo que eu caí na estrada, há muito tempo que eu estou na vida, foi assim que eu quis e assim eu sou feliz..." Não preciso dizer mais nada...

2) Do Mundo (Luhli e Alexandre Lemos) => música que, para mim, complementa a música do Gonzaguinha: "um pouco a gente anda e já é outra nação,..., prefiro ser feliz" Também não preciso dizer mais nada...

3) Valsa Rancho (Francis Hime e Chico Buarque) => música que, para mim, representa o meu encontro com a música, essa entidade, e todo o despertar e todas as dúvidas que trouxe para a minha vida: "Valsa, rancha e me faz duvidar, delirar, prometer, desatar, responder, transbordar, devolver, me acabar devagar, desmaiar com você" O que mais pode ser dito?

4) O Dom de Quixote (Luizinho Lopes) => música do meu grande amigo, fantástico compositor, e que fala da loucura que é sonhar e acreditar no sonho: "Aprendi com Don Quixote que sonhar é dom!!!" Não tenho palavras...

5) Minha Missão (João Nogueira e Paulo César Pinheiro) => Uma das músicas e letras mais lindas já feitas. Para mim, é a aceitação do destino de ser artista: "O meu canto é uma missão, tem força de oração e eu cumpro o meu dever. Há os que vivem a chorar. Eu vivo pra cantar e canto pra viver!!!" :o (queixo caído...)

6) Tranqüilo (Kassin) => Música que, para mim, fala do gozo e do prazer decorrente da aceitação da missão: "Tranqüilo, levo a vida tranqüilo, não tenho medo do mundo, não tenho medo da morte,..., que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância!" É só seguir a viagem...

7) Guardanapos de Papel (Leo Masliah e Carlos Sandroni) => música e letra lindíssimas, uma grande homenagem à poesia e aos poetas: "Na minha cidade tem poetas, poetas, que chegam sem tambores, nem trombetas, trombetas e sempre aparecem quando menos aguardados, guardados, guardados entre livros e sapatos, em baús empoeirados" Ao ouvir essa música, me vejo buscando as poesias e leituras guardadas nos meus armários...

8) Pelo Ar (Denilson Santos e Luhli) => Primeira parceria minha com a Luhli, que para mim complementa o tema de "Guardanapos de Papel". Luhli quis falar sobre as dezenas de músicas que fez há tanto tempo e que ainda estão por aí, reverberando pelo ar, em ondas sonoras que vão pelo espaço sideral afora: "O som que vai embora carrega esse agora através do espaço pra além do luar, pra além do amanhã num lugar onde o tempo é um sentimento do som que virá" Poesia pura...

9) Teia de Renda (Túlio Mourão e Milton Nascimento) => Linda música que, para mim, fala das pessoas aprisionadas pelos seus próprios medos e ressentimentos, como se fosse uma teia de renda: "Eu não aceito o que se faz, negar a luz fingindo que é paz. A vida é hoje, o sol é sempre. Se já conheço, eu quero é mais!!!" A música que mais me emociona no disco, pois foi gravada ao vivo, voz e violão, olho no olho, eu e Willians respirando juntos. Está lá essa emoção, é só prestar atenção que dá pra ouvir.

10) Cuida de Mim (Denilson Santos e Maria Olívia) => Minha primeira parceria com minha grande amiga Maria Olívia. Eu fiz, num momento de muita carência emocional e dúvidas, a primeira frase musical junto com o primeiro parágrafo da letra. Maria Olívia ouviu e escreveu em minutos o restante da letra inteira, traduzindo com todo o seu romantismo o sentimento que eu estava carregando no peito. E eu fiz o resto da melodia na hora. "Cuida do meu sentimento, para mim tão caro. Cuida da minha paixão, cuida do meu coração. Cuida de mim!"

11) Bate na Madeira (Denilson Santos e Luhli) => Depois de termos feito "Pelo Ar", resolvir desafiar a Luhli, mandando para ela um chorinho que tinha feito há anos e ninguém conseguia colocar letra, dada a dificuldade da melodia que criei. A Luhli só me perguntou o nome da música. Eu disse "Bate na Madeira", pois era a frase que me vinha à mente quando eu cantalorava a melodia. Ela pegou logo o mote: superstições. No dia seguinte, a danada me manda a letra inteira, irretocável, falando de todas as superstições possíveis que tem na cultura brasileira (muitas eu nem conhecia). "E se na espinha passar um arrepio, bate na madeira que é pro azar não te pegar" Fantástico... e ainda tive a honra de ter a Luhli cantando comigo, em cima de um arranjo fantástico do Willians. Quero ser lembrado ao som dessa música... rsrs

12) Vinheta => o maior presente que o Tony Pelosi podia me dar. Ele conseguiu resgatar nas milhares de trilhas de arquivos de áudio uma fala de estúdio entre Willians e mim. Para mim, é o Willians abençoando o trabalho.

13) É Preciso Cantar (Denilson Santos) => música emblemática, pois foi talvez a segunda música que compus na vida e que me baixou pronta, música e letra, assim sem violão mesmo, enquanto eu fazia uma viagem de carro para a região dos lagos do Rio de Janeiro, provavelmente em 2000. Nessa época, eu nem sonhava em ser cantor solo, eu tinha um banda de bossa nova. Fiquei tão impactado que decidi montar um repertório de músicas que tivessem um conceito que se encaixasse com essa música, para me apresentar na carreira artística, o que levou uns 5 anos de pesquisa intensa: "Cantando da dor me despeço e para se unir a esses versos, invoco a beleza de um samba. Por isso, é preciso cantar. Por isso, EU PRECISO CANTAR!!!"

Dá gosto ter amigos tão talentosos, viu?



posted by Danny Reis 17:40
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Segunda-feira, Julho 06, 2009


Não consigo conceber a vida sem paixão. Viver pra mim é sinônimo de ter paixão. Não falo só de estar apaixonada por alguém. Até porque não se poderia viver em estado permanente de paixão. Não seria nada saudável nem produtivo. Falo de ter paixão por uma ideia, um projeto, pela vida. Nem que seja paixão por praia ou por viagens. Sem uma paixão, qual seria a graça da vida?

Algumas de minhas paixões estão bem claras pra mim e pra todo mundo que me conhece bem: artes. A música em primeiro lugar, mas sou apaixonada por artes. Até aí, nenhum segredo. Mas tenho outras, em maior ou menor grau. Bichos. Cachorros, gatos, pássaros, peixes... Amo tanto que pensei em ser veterinária. Mas eu era criança e ainda não conhecia meus limites e medos. Cinema. Talvez este devesse estar na categoria “artes”. Tem sempre alguma cena da vida real que me lembra uma cena de filme. Sempre.

Tem gente que é apaixonada por medicina. Tem gente que ama educação. Gente apaixonada por línguas (e eu gosto também, mas não chega a ser uma paixão). Gente que ama livros. Escrever. Correr. Fotografar.

E você? Qual é a sua paixão?


posted by Danny Reis 22:17
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Quinta-feira, Junho 25, 2009


Quando subi no quadrante
Num breve instante
Cheguei a tremer
Vendo o teu corpo cair
Feito um cometa veloz
Entre os gritos
E aplausos da multidão
Então pulei
Alcancei
O velho truque traz sempre emoção:
Estar por um triz
Só por uma fração
E apesar dos ardis
Confiar, se atirar
Certo que o outro está lá
Lembro o momento exato
De fato
Foi quando larguei minhas mãos
Meu corpo solto no ar
Entre holofotes, selamos a sorte
A quinze metros do chão
Longe de vista, nós dois, trapezistas
Voando em busca de pão
Às vezes sem rede ou colchão
Mas tanto faz
Temos paz
... E segurar feito breu
Teu destino no meu
Dar impulso, sonhar
Sem medo ou risco de errar
E arriscar sempre um voo mais alto
Num salto triplo mortal
Mas tanto faz
Temos paz

(Trapézio - Tony Pelosi)

* Amore, tem sido ótimo soltar minhas mãos e voar! Obrigada por tudo.


posted by Danny Reis 20:58
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Sábado, Junho 06, 2009
Meus (quase) 3.5



O que a mulherada balzaquiana (ou um pouquinho mais experiente) diz sobre essa fase da vida é totalmente verdadeiro: não há nada melhor que ultrapassar a barreira dos 30! Nunca na minha vida eu tive tanta certeza do que sou e do que quero pra mim. Claro que ainda espero muito da vida, e até acreditava que poderia ter sido muito diferente até aqui. Talvez ter meu canto, minhas coisas, uma família construída, uma carreira já encaminhada, enfim, aquelas coisas que todo mundo acha que a gente deve ter conquistado ao chegar aos 30...

Mas refletindo melhor, eu não poderia ser mais feliz, mesmo sem ter tudo isso. Conquista, pra mim, é um pouco mais que construir patrimônios e acumular bens. É ter uma família que me apoia (e perceber isso nos menores gestos), amigos em quem confiar de olhos fechados, ter amor. Ter projetos e planos pro futuro. Não ter medo de sonhar. Viver, enfim.

Me sinto segura, mesmo sem ter conquistado uma segurança financeira (alguém tem isso hoje em dia, ainda mais em tempos de crise mundial?). O que eu tenho, neste sentido, quero mais é aproveitar pra fazer o que gosto, pra investir nos meus sonhos. Guardar pra quê? Pra depois olhar pra trás e ver o que poderia ter vivido e não vivi por “cautela” ou medo?

Me sinto muito mais bonita do que há dez anos. Mesmo com uns quilinhos a mais. Esses, eu posso eliminar - sem muita facilidade, mas também sem sofrimento. Sei que a beleza transcende certos detalhes. Aprecio a beleza daqueles que sabem ser felizes. Dos que sorriem e choram sem medo de parecer ridículos (ou de criar rugas). Gosto do charme da mulher que sabe de si, que não precisa mais fazer pose pra conquistar quem (ou o que) quer que seja. E ela (pode reparar) sempre tem mais de 30.

Mesmo com meus cabelos começando aos poucos a ficar brancos. Acho até charmosos. Me orgulho das (poucas) marcas de expressão que começam a emoldurar meu sorriso. Elas são parte da minha história. E essa, ninguém vai apagar.

Sei que já melhorei em muitos aspectos. Até sei disfarçar minha timidez. Muitos nem acreditam que eu seja tímida. Isso me faz um bem! Como me faz bem saber que timidez não é invalidez nem incapacidade. É parte da minha personalidade, e vai estar sempre comigo. Não sofro mais por isso.

Aprendi a dizer não. Se algo não me agrada ou não me apatece no momento, digo não e pronto. Simples, rápido. Se desagradar, paciência. Nem todo mundo precisa me amar. Libertador!

Se eu gostaria de voltar a ter 20? Pra quê mesmo?

Dica de blog:
Patricia Mellodi. Vale a pena ler suas histórias!

posted by Danny Reis 16:53
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Domingo, Maio 17, 2009


Tempo passando, eu chegando perto dos 3 ponto cinco (shhhhh, não espalha, tá?) e os temidos fios brancos aos poucos vão aparecendo... O que fazer? Sei que a última moda é assumir a cabeleira cor de prata e sair por aí, linda e poderosa. Nada mais descolado e anti-machista. Afinal, assumir os grisalhos era só para os homens. Eles ficavam charmosos. As mulheres pareciam bruxas.

Tudo lindo, tudo muito moderno, e eu aplaudo as corajosas que conseguem fazer isso sem o menor grilo. Mas a verdade é que está me batendo o famoso dilema: deixo vir os grisalhos ou passo um tonalizantezinho básico? Assim eu aproveito para mudar a cor das madeixas, quem sabe... E se os grisalhos vierem e me deixarem com cara de desleixada? Ou com cara de mais velha?

Ó dúvida cruel! O mundo não é justo com as mulheres!!!!

* Ainda por cima, quando fui fazer uma busca por imagens, quase não encontrei mulheres jovens com cabelos brancos. Moda, é? Humpf...


posted by Danny Reis 12:32
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Quinta-feira, Maio 14, 2009


Ando tão à flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar, flor na janela
Me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo do juízo final

Um barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Um bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicido

(À flor da pele, Zeca Baleiro)


posted by Danny Reis 00:43
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Terça-feira, Maio 12, 2009


Ainda bem que o cinema, a despeito de todas as novas tecnologias em favor dos efeitos especiais, não tem só blockbuster. Ainda bem que ainda existe o cinema que não desrepeita nossa inteligência. Eu sei que sou uma ET, que não sou chegada a praia, não curto chope nem cerveja, sou uma gordinha branquela em meio a corpos bronzeados e esquálidos... Sei que meus gostos não são o mesmo da maioria. Ufa!

Filmes de ação costumam me causar o efeito oposto: me dão um soninho! Os que me prendem mesmo têm que ter outros atrativos bem menos tecnológicos, porém mais difíceis: uma boa história, com bons atores e um roteiro inteligente. Em outras palavras, uma boa história bem contada.

É justamente isso que se vê ao assistir Divã: uma boa história, embora não tenha nada de extraordinário, apenas uma mulher de meia idade que resolve, sem mais nem menos (será?), fazer análise. Diz que tem medo de ser tão feliz. Algumas sessões (e crises conjugais) depois, ela vê que não é bem assim. Aquela vidinha que levara até ali não era exatamente sinônimo de felicidade; era comodismo. Eis uma coisa que me assusta muito mais que monstros e alienígenas.

O que me assombra não são vozes vindas do além, bruxas e vampiros. São as reações que uma atriz fantástica como a Lília Cabral pode causar. E é impressionante como ela arranca gargalhadas, e segundos depois, lágrimas. Pra depois nos fazer sorrir novamente. O texto vem da peça de mesmo nome, escrita por Marcelo Saback, e mesmo livremente inspirado no livro da Martha Medeiros (que eu li e amei), tem o dedinho da autora. E ela vai sempre ali, na ferida. Maravilhosa.

Ainda bem que o cinema brasileiro está com tudo!


posted by Danny Reis 20:47
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Sexta-feira, Abril 10, 2009
Quero sossego!



Eu juro que quero passar novamente na fila de antes de nascer! É que eu tenho certeza absoluta: antes de vir a este mundo, alguém me fez uma pergunta: "Quer com ou sem emoção?" e eu respondi: "Com emoção, claro!"

Só que agora eu quero mudar a resposta! Quero sem emoção, por favor! Por favor!!!!!!

Alguém sabe como eu mudo agora?


posted by Danny Reis 14:51
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